Terra e Céu

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sou Ekedi

A palavra “ajoié” é correspondente feminino de ogan, pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos negros fons ou Jeje. Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra ajoié significa “mãe que o Orixá escolheu e confirmou”. Assim como os demais oloyés, uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão. Deve ser sempre chamada de “mãe”, por todos os componentes da casa de Orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bençãos. Os comportamentos determinados para os ogans devem ser seguidos pelas ajoiés. Em dias de festa, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais, seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa. A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o rosto dos omo-Orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela arrumação e organização das roupas que vestirão os omo-Orixás nos dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes do barracão nestes dias. Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos Orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do Orixá em terra. É ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou Yalorixá o recado deixado pelo próprio Orixá da casa. No Candomblé do Engenho Velho ou Casa Branca, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá". Já na Nação de Angola, é chamada de "makota de angúzo". Mas, "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil, seja qual for a Nação.

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